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Ventilação Natural

  • Foto do escritor: Hugo Gleven
    Hugo Gleven
  • 1 de dez. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 6 de dez. de 2022


A iluminação natural e a ventilação natural são soluções bastante vantajosas no que diz respeito à saúde e sustentabilidade. Já falamos sobre Iluminação Natural anteriormente e neste post falaremos sobre as vantagens da ventilação natural.

A diferença de temperatura e pressão entre as massas de ar, além da contribuição da intensidade e direção dos ventos externos, resulta em um sistema de ventilação natural. De modo simplificado, a ventilação natural é a troca de ar entre ambientes através de aberturas e sem o uso de sistemas de ar condicionado.


O ideal é utilizar o vento de maneira adequada e inteligente já que é um recurso gratuito, infinito e sustentável. Seu uso oferece inúmeros benefícios, como conforto térmico e aumento da qualidade do ar. Para que tudo isso seja possível, é fundamental conhecer as condições climáticas da região, para que a velocidade do ar não seja muito grande nos ambientes, garantindo que o ambiente não se torne muito frio.

O uso adequado desta fonte traz diversas vantagens para as edificações:


• A qualidade interna do ar é uma das principais vantagens da utilização da ventilação natural. Devido a troca constante de ar entre ambientes a qualidade dele aumenta e, consequentemente, o risco de doenças serem transmitidas em seu interior reduz consideravelmente.


• Outra vantagem com uma boa utilização da ventilação natural é a umidade controlada. Deste modo, a condensação diminui drasticamente, junto com o surgimento de mofos e fungos que são prejudiciais para a saúde e para a vida útil da edificação. Mesmo no inverno, quando a preocupação com o arrefecimento pode ser menor, a troca de ar se torna fundamental para evitar o surgimento de doenças comuns nessa época do ano, como gripes e resfriados.

• Uma das vantagens que mais atraem as pessoas para este tipo de arquitetura com aproveitamento natural é a economia. Ao aproveitar a iluminação e a ventilação natural, a conta de energia diminui consideravelmente devido à menor utilização de lâmpadas, ventiladores e aparelhos de ar-condicionado.


Por se tratar de um texto menos técnico, não trouxe normativas e legislações a respeito do tema. Entretanto, é importante lembrar para outros profissionais que a ABNT NBR 15.575:2021 trouxe atualizações em relação ao desempenho térmico, principalmente para a avaliação via simulação computacional, que agora estipula a obrigatoriedade da simulação do sistema de ventilação natural.


Existe inúmeras maneiras de se utilizar a ventilação natural de maneira inteligente na arquitetura. Algumas delas são:

Resfriamento Evaporativo

O resfriamento evaporativo utiliza de espelhos d’água ou lagos posicionados na direção dos ventos predominantes e na frente dos edifícios. Dessa forma, o ar que entra no edifício leva consigo parte da umidade que está evaporando naturalmente nos espelhos. Ela é utilizada em regiões secas como, por exemplo, no Ministério da Justiça no Distrito Federal.

Ventilação Natural Induzida

Esse tipo de estratégia utiliza de sistemas de indução térmica e a pressão natural que são utilizados para a condução do resfriamento do ar. O ar fresco entra através das aberturas posicionadas próximas ao solo e, à medida que se esquenta naturalmente conforme passa pelo ambiente e ganha pressão, sobe através das aberturas próximas ao teto.

Efeito Chaminé

No efeito chaminé, o ar frio, mais denso, exerce pressão positiva sobre o ar quente. Este, por sua vez, exerce baixa pressão, e tende a subir por ser menos denso. O ar quente então sobe através de saídas de ar dispostas em diferentes níveis no centro do projeto, como torres, exaustores ou coberturas.

Ventilação Cruzada

É o tipo de ventilação mais empregado em residências. Funciona por meio de aberturas em regiões opostas ou adjacentes, explorando os efeitos de pressão negativa e positiva que o vento exerce sobre a edificação. Sendo assim, para proporcionar uma boa ventilação natural é preciso posicionar as aberturas em zonas de pressão oposta. A ventilação cruzada promove a remoção do calor por acelerar as trocas de ar por convecção.

Diversos fatores interferem diretamente na ventilação natural, seja por temperatura, intensidade ou bloqueios naturais, e devem ser analisados como: topografia, região construções vizinhas e vegetação.


Sendo assim, o contexto local deve ser sempre observado antes de se implementar essas estratégias. Abrir mais passagens de ar pode se tornar um problema em centros urbanos, por exemplo, devido ao excesso de ruídos e poluição.

Do ponto de vista acústico, as aberturas também podem ser um problema. Nesse caso, é importante realizar um estudo acústico para aplicar tratamentos que irão controlar a reverberação nos espaços.


Por isso procure sempre um profissional de qualidade.

 
 
 

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©2021 por Hugo Gleven.

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